Fernando Pessoa

A biografia de Fernando Pessoa…..

1888: Nasce Fernando António Nogueira Pessoa, em Lisboa. - 1893: Perde o pai. - 1895: A mãe casa-se com o comandante João Miguel Rosa. Partem para Durban, África do Sul. - 1904: Recebe o Prémio Queen Memorial Victoria, pelo ensaio apresentado no exame de admissão à Universidade do Cabo da Boa Esperança. - 1905: Regressa sozinho a Lisboa. - 1912: Estreia-se na Revista Águia. - 1915: Funda, com alguns amigos, a revista Orpheu. - 1918/21: Publicação dos English Poems. - 1925: Morre a mãe do poeta. - 1934: Publica Mensagem. - 1935: Morre de complicações hepáticas em Lisboa.

Alguns dos títulos dos poemas de Fernando Pessoa:

Mar Português Fernando Pessoa

D. Sebastião, Rei de Portugal Fernando Pessoa

O Infante Fernando Pessoa

Os Colômbios Fernando Pessoa

O Quinto Império Fernando Pessoa

Autopsicografia Fernando Pessoa

I am the escaped one Fernando Pessoa

Liberdade Fernando Pessoa

Isto Fernando Pessoa

Todas as coisas que há neste mundo Fernando Pessoa

Quando é que o cativeiro Fernando Pessoa

Sem remédio Fernando Pessoa

Não sei o quê desgosta Fernando Pessoa

Bóiam farrapos de sombra Fernando Pessoa

Não sei quantas almas tenho Fernando Pessoa

A miséria do meu ser Fernando Pessoa

Já não me importo Fernando Pessoa

Meu coração tardou Fernando Pessoa

Tenho pena e não respondo Fernando Pessoa

Quando estou só reconheço Fernando Pessoa

Sou o fantasma de um rei Fernando Pessoa

Se penso mais que um momento Fernando Pessoa

Nas grandes horas em que a insónia avulta Fernando Pessoa

Horizonte Fernando Pessoa

Deus Fernando Pessoa

Durmo ou não? Passam juntas em minha alma Fernando Pessoa

Olhando o mar, sonho sem ter de quê Fernando Pessoa

Exemplos:

Liberdade
 
Ai que prazer
Não cumprir um dever,
Ter um livro para ler
E não o fazer!
Ler é maçada,
Estudar é nada.
O sol doira
Sem literatura.
 
O rio corre, bem ou mal,
Sem edição original.
E a brisa, essa,
De tão naturalmente matinal,
Como tem tempo não tem pressa...
 
Livros são papéis pintados com tinta.
Estudar é uma coisa em que está indistinta
A distinção entre nada e coisa nenhuma.
 
Quanto é melhor, quando há bruma,
Esperar por D. Sebastião,
Quer venha ou não!
 
Grande é a poesia, a bondade e as danças...
Mas o melhor do mundo são as crianças,
Flores, música, o luar, e o sol, que peca
Só quando, em vez de criar, seca.
 
O mais do que isto
É Jesus Cristo,
Que não sabia nada de finanças
Nem consta que tivesse biblioteca...
 
 
                          Fernando Pessoa

Sou o fantasma de um rei

 
Sou o fantasma de um rei
Que sem cessar percorre
As salas de um palácio abandonado...
Minha história não sei...
Longe em mim, fumo de eu pensá-la, morre
A ideia de que tive algum passado...
 
Eu não sei o que sou.
Não sei se sou o sonho
Que alguém do outro mundo esteja tendo...
Creio talvez que estou
Sendo um perfil casual de rei tristonho
Numa história que um deus está relendo...
 
                      Fernando Pessoa

Horizonte

 
O mar anterior a nós, teus medos
Tinham coral e praias e arvoredos.
Desvendadas a noite e a serração,
As tormentas passadas e o mistério,
Abria em flor o Longe, e o Sul sidério
'Splendia sobre as naus da iniciação.
 
Linha severa da longínqua costa ---
Quando a nau se aproxima ergue-se a encosta
Em árvores onde o Longe nada tinha;
Mais perto, abre-se a terra em sons e cores:
E, no desembarcar, há aves, flores,
Onde era só, de longe a abstracta linha.
 
O sonho é ver as formas invisíveis
Da distância imprecisa, e, com sensíveis
Movimentos da esp'rança e da vontade,
Buscar na linha fria do horizonte
A árvore, a praia, a flor, a ave, a fonte ---
Os beijos merecidos da Verdade.
 
                            Fernando Pessoa
 
 
Os livros de Fernando Pessoa

http://pt.wikipedia.org/wiki/Categoria:Livros_de_Fernando_Pessoa

http://users.isr.ist.utl.pt/~cfb/VdS/pessoa.html

http://www.vidaslusofonas.pt/fernando_pessoa.htm

Trabalho realizado por:

Telma Miguel nº15

Patrícia Gaspar nº10

Grupo nº11