Alexandre Herculano

Quem foi ?

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Alexandre Herculano nasceu em 1810 em Lisboa, de família modesta, não pôde fazer estudos universitários, então contornou como autodidacta. Aos 21 anos interrompeu a suas actividades para se envolver na revolta militar, horrorizado pelos absolutistas. Exilou-se em Agosto 1831, fugindo da perseguição dos absolutistas. No ano seguinte participou na expedição liberalista à Ilha Terceira como voluntário, e foi um dos 7500 homens de D. Pedro IV a desembarcar no Mindelo para a ocupação do Porto (juntamente com Garrett).

Durante sete anos, foi director da Panorama, revista de carácter artístico e científico na qual publicou várias de suas obras. Dedicou-se seriamente à actividade de historiador, pesquisando e colectando documentos por todo o país. Teceu conflitos ideológicos com o clero porque se negou a admitir como verdade histórica o chamado “Milagre de Ourique” – segundo o qual Cristo aparecera ao rei Afonso Henriques naquela batalha. Sua desilusão com a vida pública foi aumentando gradualmente, o que o fez recusar títulos e nomeações e ocupar-se da agricultura em sua propriedade em Vale de Lobos, próximo a Santarém. Mesmo retirado, gozou de grande prestígio até o fim da vida.

Estudou Latim, Lógica e Retórica no Palácio das Necessidades e, mais tarde, na Academia da Marinha Real, estudou matemática com a intenção de seguir uma carreira comercial. Descontente com o governo de Miguel I de Portugal, exilou-se na França, onde escreveu os seus melhores poemas. Voltou a Portugal, em 1832, continuou a fazer poesia, como A Voz do Profeta em 1836 e A Harpa do Crente em 1838. No jornal Panorama por volta de 1840; publicou obras de ficção, como Eurico, o Presbítero de 1844, e ganhou fama como historiador; publicou a História de Portugal, em quatro volumes, e História da Origem e Estabelecimento da Inquisição em Portugal.

Herculano foi o responsável pela introdução e pelo desenvolvimento da narrativa histórica em Portugal.


Juntamente com Almeida Garrett, é considerado o introdutor do Romantismo em Portugal, desenvolvendo os temas da incompatibilidade do homem com o meio social.

Morreu na sua quinta de Vale de Lobos (Santarém) a 13 de Setembro de 1877.

Bibliografia: http://pt.wikipedia.org/wiki/Alexandre_Herculano

Grupo: Ana Rosa - nº5, Bruno – nº6 e Marina – nº15